segunda-feira, 18 de julho de 2011

Tudo poderia ser diferente sem Gatinho

      Depois de uma noite de festa regada a azaração, gente bonita, um momento de amor com a pessoa que gosta e ainda ter a oportunidade de dormir na casa dela, só resta imaginar uma noite perfeita.
       Isso poderia acontecer com qualquer pessoa, menos com Beto. Ele e ninguém poderiam imaginar que aquela noite, que tinha tudo para ser a mais perfeita de todas, acabaria num pesadelo. Beto foi a Cachoeira à convite de sua paquera, Verona, e como ele não tinha onde dormir, ficou hospedado na casa dela. Mas dormir junto nem pensar. 
       De companhia e espiãs, ao mesmo tempo, os dois tinham os pais e a irmã de Verona, que não perdiam um só lance do casal. A irmã até que dava um desconto. Mas ninguém na casa sabia do lance deles, apenas desconfiava.        Verona apresentou Beto como amigo de colégio. Ela não mentiu, só não quis contar os detalhes de seu coração.
        Hora de ir à festa. Todos arrumados pontualmente, até Priscila, irmã de Verona, que leva horas e mais horas para ficar pronta, foi a primeira a acabar.
          Na festa, Beto e Verona se afastaram da família e assim puderam curtir um momento a dois mais sossegados. A melhor parte da festa estava por vir. No caminho para casa, os dois aproveitaram a rua deserta e trocaram amassos misturados a beijos ardentes. 
      Em casa, Verona foi dormir no quarto e Beto deitou no colchão, na sala. Não era lá essas coisas, porém dava para tirar um bom cochilo. Isso já era umas duas e tantas da noite. Do lado de Beto, o gato de Verona, Gatinho, o olhava dormir e estranhou que ele balançava o pé (Beto só dormia dessa forma). E pensou:
        - Acho que esse cara está me convidando para brincar.
         Gatinho agarrou os dedos do pé de Beto e ficou se divertindo em mordidas. Beto até que tentou se livrar de Gatinho, jogando para longe de si. Deu tapinhas, brigou e tudo, mas nada adiantou, Gatinho não desistiu da brincadeira e ficou até as sete horas em cima de Beto, arranhando e torrando a paciência do garoto.
       Todos na casa levantaram e nem desconfiaram do que aconteceu naquela noite. O gato saiu de fininho e fingiu que nada tinha feito de errado e Beto passaria por mentiroso se contasse algo dele, porém todos já conheciam as façanhas do gato.
         No segundo e último dia de festa, Gatinho já estava pronto para aprontar novamente, só que desta vez ele se deu mal. Verona o colocou no quintal e fechou a porta. Enfim, noite perfeita.

Um comentário:

  1. Muito legal Val. Ri muito. Esse tal de Beto me lembrou um amigo meu.

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