segunda-feira, 7 de março de 2011

Educação mandou lembrança

     Estava sentada na Praça José Ramos, em São Félix, no jardim da rodoviária, quando avistei um educado cidadão, bem vestido e com um jeitinho simpático. Ele sentou-se ao meu lado, colocou a mochila, que trazia nas costas, no chão e começou a degustar um sorvete.
     O jovem e educado cidadão devorou o sorvete em questão de segundos. Antes de pegar sua mochila de volta e partir, ficou ali contemplando tudo ao seu redor. Seu aspecto era de felicidade plena, como se nunca estivesse ido naquele lugar.
      Eu fiquei de costas por um instante para cumprimentar minha amiga que vinha ao meu encontro, e ao me virar, percebi que havia um copo e uma colher aos meus pés, onde há poucos segundos o cidadão educado colocou a sua mochila. Como poderia uma pessoa jogar lixo no chão, se a lixeira encontrava-se a três metros dela?
      É difícil aceitar tamanha falta de educação para com o meio ambiente. Mas esse não foi o primeiro caso de falta de conscientização que presenciei na vida, tem muitos outros mais bizarros ainda. Dois deles ainda estão bem presentes na minha memória: Um é de um garoto que adentrou no hospital de São Félix, tomando um refrigerante em lata, acompanhado de sua mãe, ao terminar de ingerir o líquido, deu a lata para a mãe, que, sem dó e piedade, atirou-a no jardim do hospital e nem se importou com os olhares de desdém que recebera. 
     O outro caso é de uma jovem que passava sob a Ponte D. Pedro II, quando de repente, a sua sandália quebrou, e sem pensar duas vezes, pegou as sandálias e jogou no rio Paraguaçu, depois finalizou o ato dizendo: “Essas sandálias de hoje não prestam mais. Agora vou ter que comprar outra”. Mas nada, absoluta nada ocorreu na sua mente a respeito de ter jogando o lixo no rio. Para ela aquilo tudo era completamente normal.
      Aqui vão umas perguntas que me faço todas as vezes que aprecio esses tipos de coisas: O que nós estamos fazendo com o nosso planeta? O que estamos fazendo para melhorar nossa cidade e nossa rua? 
      Mas eu mesmo respondo:Só estamos fazendo uma coisa: culpando os outros e até mesmo Deus pelos perrengues catastróficos que estamos vivendo.

Valdelice Santos

2 comentários:

  1. Verdade Val, eu nunca deixo de me indignar com cenas como essas. Depois é só lamentação... pena mesmo!

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  2. Gostei muito do que li!
    Já presenciei varias coisas desse tipo, e das vezes que tive oportunidade eu indaguei a pessoa sobre o ato cometido, indaguei de propósito afim de deixar-la constrangida e pensar duas vezes antes de fazer isso de novo!
    By Cris Santos

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