segunda-feira, 22 de março de 2010

Cachorro na rua dá merda

      É gostoso conviver com a natureza, sobretudo em companhia de animais, no entanto sabemos que tudo na vida tem um limite. Na rua onde eu moro, em São Félix, é raro não encontrar um cachorro desfilando para cima e para baixo. Tudo bem que cachorro é um excelente companheiro, mas às vezes eles nos tiram do sério, ou melhor, eles não, os donos deles. 
      Os cães vivem mais tempo na rua do que em suas próprias casas. Eles passam exibindo seus corpinhos, balançando a calda, erguem a perninha e sem nenhum disfarce, fazem suas necessidades fisiológicas bem pertinho de nossas casas, não poupam nem as de seus próprios donos.
     Aquele cheiro insuportável adentra nas nossas narinas e tira todo mundo do sério, (todo mundo que não tem cachorros, porque os que têm não se importam tanto assim). Falar com criadores, nem adianta mais. Eles não dão a mínima para o assunto. A melhor coisa que nos resta é fazer o que eu sempre faço: colocar areia sobre a aquela coisa fedorenta, porém tem vezes que nem isso resolve; a outra alternativa é se ausentar de casa por alguns instantes e torcer para quando voltar não encontra mais uma merda na porta.
     Todo mundo na cidade sabe que existe uma lei que proíbe criar cães soltos na rua, mas eles nem dão bola para essa tal lei. Os donos desses cachorros ficam atentos, quando a carrocinha passa recolhendo cão na rua, prendem por um tempo, depois que a carrocinha passa, eles soltam novamente.
     Está difícil entender esses meus vizinhos, mas eles acham que eu é que complico as coisas. Vê se pode? Vá entender vizinhos! Ainda falam que os incomodados que se mudem. E dizem isso na maior cara de pau. Desisti de tentar explicar para eles que o grande problema não está só na merda que eles fazem na rua, mas também no perigo que esses cães representam, em relação à transmissão de doenças e de ataques ferozes. Mas não adianta, eles só enxergam o que querem. 

Valdelice Santos

Um comentário:

  1. Aí estar o problema: todo mundo saber mas ninguém querer agir.
    Sei que criticam muito do brasileiro, especificamente do baiano; mas em parte a crítica tem fundamento: colocam-se sempre acima de tudo o interesse individual sem pensar no próximo, mesmo que esse próximo seja seu vizinho! (E que a ação prejudique a ele e o pior de tudo, prejudica tbm ao próprio dono do cachorro.)

    Enfim... Brasil> Bahia > São Félix. Esta escala do bem-estar social não deveria regredir!

    Bjos, Val..direne! rsrsrsr

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