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Onde está o novo?

      Eu estava pensando sobre o significado da palavra NOVO, porque costumamos usar várias vezes durante a nossa vida, principalmente quando se inicia um ano. Todo mundo promete fazer coisas novas, fazer novas amizades, conhecer lugares novos. Os políticos também não ficam de fora. Em época de suas campanhas, prometem fazer um país novo, um estado novo, um município novo. Tudo sempre com a palavra novo.          Os dias vão passando, os meses vão passando, os anos vão passando... Mas cadê o novo? Será que o novo é o velho novo? Há alguns que acreditam que sim, que o novo adquire outro significado com o tempo. Quando fazem promessas de coisas novas, realmente estão pensando em fazer coisas diferentes, coisas inéditas, mas a convivência com o velho vai transformando esse tão sonhado novo num velho remodelando. Sei lá. Tenho minhas dúvidas!         Não dá para negar que toda aquela promessa de ser uma pessoa nova: mais solidá...

Conselho Tutelar realiza prova para novos Conselheiros

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(Foto: Valdelice Santos)         Candidatos à vaga de conselheiro tutelar do Município de São Félix realizaram prova no domingo (11/04), na Escola Balão Mágico, em São Félix. Dos 53 escritos, compareceram apenas 42. A prova, com início às 8h, contou com 25 questões, sendo 20 objetivas e 5 subjetivas. O resultado sairá amanhã, dia 20, e estará disponível em todas as repartições públicas do Município.         Os que obtiverem melhor nota na prova, passarão por mais dois processos seletivos. No dia 22 será a entrevista pública precedida da palestra do Promotor de Justiça, na Câmara de Vereadores, onde a comunidade poderá fazer perguntas. Por último, dia 23 de maio será a votação – os candidatos que tiverem melhor desempenho na entrevista pública serão votados pela comunidade, através do voto direto, secreto e facultativo. O resultado final sairá dia 26 de maio e os cinco mais votados tomarão posse no dia 01 de julho, ficando os dema...

Corredor de pesadelo

          Ouviam-se passos silenciosos de uma mulher caminhando por um corredor isento de luz. Os passos pareciam apressar-se a cada instante, embaraçados no deserto de escuridão. A mulher levava um jarro de flores nas mãos e de vez em quando, se assustava com as próprias flores. O corredor parecia ser infinito e isso a desesperava.        Suspiros mais fortes, coração acelerado, suor frio. Naquele momento, era tudo estranho, principalmente um som que vinha sei lá de onde. Os olhos da mulher estavam fechados, bem apertadinhos. O jarro por um instante quase se desprendeu de suas mãos trêmulas.        Ocorreram-lhe vários pensamentos do que poderia acontecer a cada passo dado. Mas com muito medo, ela criou coragem e abriu os olhos para saber se já estava no fim daquele horrível pesadelo. Algo de mais assombroso não poderia lhe acontecer mais! Uma figura, aparentando ser um homem, estava a poucos metros à sua frente...

No balanço do mar

Na dança das águas do mar; Sol escaldante ou noite serena, Pode qualquer coisa pegar, Em busca de alimento, tudo vale a pena. Rede cheia, rede vazia, Braços fortes a segurar; Lances grandes ou pequenos Enfeitiçados pelo mar que parece não ter fim. O pescador não se importa tanto assim, Apenas pelo mar se deixa levar Que é amigo, companheiro... E sua família ajuda a sustentar. Valdelice Santos

A melhor coisa do mundo

PRISCILA – Essa viagem foi maravilhosa. E aquele banho, então, foi a melhor coisa do mundo!!! EDUARDA – Ah, pra mim a melhor coisa do mundo é esse lanche. Não aguentava mais de fome. DÉBORA – Que nada! A melhor coisa do mundo é a nossa amizade. MIRELA – Sabe de uma coisa? Vocês estão perdendo tempo ao achar essas coisas bobas como a melhor do mundo, pois não tenho dúvidas de que a melhor coisa mesmo é fazer aquilo que a gente gosta, ou tá a fim de fazer. EDUARDA – Eu discordo de você, Mirela. Eu gosto de ir à escola, mas não acho que isso é a melhor coisa do mundo. MIRELA – Pera um pouco. Deixe-me explicar melhor: quando eu falei em gostar, estava me referindo a um gostar de fazer algo diferente, especial... Entendem? EDUARDA – Ui, que argumentos!!! PRISCILA – Para de encher o saco da Mirela, Eduarda. Liga pra ela Mirela. Todas nós entendemos o que você quis dizer. PEDRO – Ei meninas, vamos falar de algo mais interessante sobre a melho...

Cachorro na rua dá merda

      É gostoso conviver com a natureza, sobretudo em companhia de animais, no entanto sabemos que tudo na vida tem um limite. Na rua onde eu moro, em São Félix, é raro não encontrar um cachorro desfilando para cima e para baixo. Tudo bem que cachorro é um excelente companheiro, mas às vezes eles nos tiram do sério, ou melhor, eles não, os donos deles.         Os cães vivem mais tempo na rua do que em suas próprias casas. Eles passam exibindo seus corpinhos, balançando a calda, erguem a perninha e sem nenhum disfarce, fazem suas necessidades fisiológicas bem pertinho de nossas casas, não poupam nem as de seus próprios donos.      Aquele cheiro insuportável adentra nas nossas narinas e tira todo mundo do sério, (todo mundo que não tem cachorros, porque os que têm não se importam tanto assim). Falar com criadores, nem adianta mais. Eles não dão a mínima para o assunto. A melhor coisa que nos resta é fazer o que eu sempre faço: coloc...

Conversas proibidas

        – Então, você já decidiu se irá comigo na festa de aniversário de Clarinha?         – Não. Acho que iria me senti sozinha lá. Não deve ter ninguém igual a mim nessa festa. É melhor você ir e eu ficar aqui torcendo para você se divertir bastante.         – Eu é que vou me senti sozinha se você não for. Por favor, vamos amiga? Uma faz companhia à outra!      – Milena, com quem está conversando? Aposto que é com as suas bonecas, novamente. Eu já proibi você de ficar com essas maluquices.      – Não mãe. Não é nada disso que a senhora está imaginando. Eu estava apenas cantando.      – Eu sei, parece que não te conheço, menina!       Milena ficou ali por um bom tempo tentando explicar a sua mãe de que não estava conversando com as suas bonecas, porém toda a redondeza de Cachoeira, cidade onde ela morava, já sabiam de sua mania. Sua mãe, Alice, não gos...