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Andu e mangalô, sabores mágicos nordestinos

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Entre andu e mangalô, qual você prefere? Espero não está falando grego aqui. Se você é do nordeste brasileiro, com certeza já ouviu falar ou já comeu algum deles. Mas se você não tinha conhecimento desses dois alimentos, vou trazer algumas informações aqui, com intenção de lhe deixar com a água na boca para experimentar essas duas delícias bem populares no Recôncavo da Bahia. Grãos de andu  Crédito: Valdelice Santos  O andu e o mangalô são dua s espécies de grãos semelhantes ao feijão. Porém, cada um possui um sabor peculiar. Ambos são bem fáceis de encontrar nas feiras livres, a depender da época da colheita que, geralmente, é entre junho e outubro. Os preços ficam em torno de R$5,00 a R$10,00, o litro. Neste período agora podem ser encontrados com preços bem acessíveis.  O andu, (chamando em outras regiões de andu-feijão, ervilha-de-pombo, anduzeiro, guandeiro, guando, feijão-guandu e feijão) é uma planta de médio porte e com semente de alto valor nutritivo, rica em pro...

Farinha de mandioca e sua produção

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Uma atividade que une família e vizinhança na zona rural é a produção de farinha. Aqui no Recôncavo da Bahia, especialmente na zona rural de Cachoeira, de São Félix e de Maragogipe a produção de farinha de mandioca é bem comum.  O trabalho começa com a colheita das raízes de mandioca, aipim, macaxeira, ou como queira chamar, seguida da raspagem, prensagem, torração e peneiragem. A produção de farinha na região não é uma das maiores, mas suficiente para abastecer o mercado local.  As etapas da colheita e, principalmente a da raspagem são as que mais exigem mão de obra. Esse é o momento que junta família e vizinhos para ajudar na tarefa. Ou seja, estreita mais os laços afetivos e culturais. Há momentos de conversas, risadas, lembranças, histórias, diversos assuntos são tratados ali. Como se diz por aqui, momento de jogar conversa fora.  Farinha vendida na feira livre         Crédito: Valdelice Santos  Muitas famílias produzem a própria farinha ...

Associação Cultural Filhos de Nagô: 48 anos produzindo cultura para o Recôncavo

Quero hoje compartilhar aqui um pouco da história do samba de roda Filhos de Nagô, que tem grande importância cultural para São Félix e Recôncavo da Bahia. A historia começa com a Associação. Então vamos lá.       A Associação Cultural Filhos de Nagô foi fundada em 13 de maio de 1970. Tem sede própria localizada na Praça 2 de Julho, 20, Centro, São Félix-Bahia. É composta por 20 integrantes e já realizou alguns projetos ao longo desses 48 anos de existência. Um deles foi a Escola de Música, que teve como beneficiários crianças e adolescentes da cidade de São Félix, entre 8 a 15 anos, com o objetivo de ensinar a parte musical e cultural do samba de raiz mantendo viva a tradição. O resultado final do projeto Escola de Música foi o Samba Mirim Filhos de Nagô que fez várias apresentações na própria cidade. Alguns beneficiários desse projeto, seguiram carreira musical e atuam no samba de roda Filhos de Nagô, na filarmônica, conjuntos musicais e conservatório de música....

REFRESCOS DO VERÃO QUE NUNCA SAEM DE MODA

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                                   Olha o picolé! Quem vai querer? De limão, uva, abacaxi, coco, kiwi e até de amendoim. Taí uma boa pedida para o verão, também uma excelente opção para o lanchinho da manhã ou da tarde, que ajuda a manter o corpo hidratado nos dias de altas temperaturas. De acordo com nutricionistas, os picolés de fruta são excelentes, além de não ultrapassarem mais de 60 calorias, são considerados também fontes importantes de hidratação.         Essa delícia foi inventada meio por acidente, em 1905, por um menino de 11 anos chamado Frank Epperson. Ele esqueceu um refresco contendo um palito de madeira fora de casa durante uma noite invernal. Pela manhã, ele notou que a bebida e o palito congelaram juntos. Dá para imaginar a surpresa... E o sucesso que fez na época?       E que tal outro refresco bastante popular super bem-vindo no ...

SEDENTARISMO MATA DUAS VEZES MAIS QUE OBESIDADE

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Pessoas magras sedentárias têm mais chances de morrer que obesos que praticam atividades físicas de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Cambrigde, na Inglaterra, publicada no periódico American Journal of Clinical Nutrition , na última quarta-feira, 14/01. O estudo acompanhou a evolução de mais de 300 mil pessoas na Europa ao longo de 12 anos e concluiu que a falta de exercício pode ser responsável por quase o dobro de mortes em comparação com a obesidade.       Pesquisadores constataram ainda que caminhar 20 minutos por dia pode reduzir a mortalidade em pessoas com menos de 65 anos, uma vez que diminui o risco de desenvolvimento de doenças do coração e câncer. Para entender a ligação entre sedentarismo, morte prematura e obesidade, os pesquisadores analisaram dados de 334.161 europeus. Eles mediram altura, peso, circunferência abdominal e frequência de atividade física das pessoas ao longo de doze anos. De acordo com os autores,...

Atividades de promoção à saúde alertam para os cuidados da hipertensão arterial

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        Atividades com ações e estratégias de promoção da saúde e qualidade de vida, que teve como tema “Saúde em movimento”, foram realizadas na manhã do dia 19 de abril, sexta-feira passada, no Ginásio de Esportes Cândido Santos, em São Félix, para alertar a população sobre os riscos da hipertensão arterial.               No evento teve aula de ginástica aeróbica e recreativa, café da manhã, palestra sobre hipertensão, aferição da pressão arterial e glicemia capilar. A ideia dessa campanha, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde e suas coordenações, foi sensibilizar a população para a construção de hábitos saudáveis e a prática de atividades físicas.  Essas atividades fazem parte da Campanha Nacional contra a hipertensão, lançada no Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril. Cada ano se escolhe um tema relevante e de interesse prioritário para a saúde pública mundial, alertando a todos sobre os principais problem...

Consumidores se assustam com aumento do preço de alimentos

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Os alimentos de extrema importância nos pratos dos brasileiros, como o feijão e o arroz, aumentaram significativamente de preços neste mês de janeiro. Quase todas as hortaliças, legumes e frutas vendidas semanalmente nas feiras-livres e supermercados aumentaram em mais de 50%. O tomate, a melancia e a farinha de mandioca foram os vilões em preços altos. Na feira-livre de São Félix, por exemplo, um quilo de farinha que custava R$ 3,50 em dezembro, hoje custa R$ 5,00, o tomate passou de R$ 2,50, para R$ 3,50 e a melancia que custava em média R$ 3,00, está custando R$ 5,00. Para o consumidor Euvaldo Jambeiro, morador de São Félix, o que mais pesou no seu bolso foi o preço da farinha e do feijão, que não podem faltar na mesa dos baianos. Na mesma época do ano passado, o aumento nos preços dos alimentos quase não foi percebido pelos consumidores. Ednilson dos Santos da Cruz vende farinha no Mercado Municipal de São Félix há mais de 40 anos e explicou que enquanto não chover, a f...

Arte secular cultivada por mulheres no Recôncavo

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A comunidade de Coqueiros, distrito de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, é muito reconhecida pela produção artesanal de cerâmica, que resguardam uma técnica peculiar, de origem indígena. A produção de cerâmica remonta ao período colonial, passada de geração a geração pelas mãos dos antigos artesãos e preservada, até hoje. Dentre as várias peças utilitárias produzidas, destacam-se as panelas, os tachos, as fruteiras, os fogareiros, as travessas e as frigideiras. Os locais onde são produzidos a cerâmica é na Rua das Palmeiras e na Fazenda do Rosário, situada na entrada de Coqueiros, além desses lugares tem a Rua do Racha que é produzido fornos para torrar farinha e fazer pizza, mas lá a produção é feita por homens. Existem aproximadamente vinte e oito mulheres trabalhando na cerâmica. Ricardina Pereira da Silva, conhecida como dona Cadu, Josefa de Jesus França, dona Zefa, Lélia Coelho Frota, Leninha e Maria Lúcia Evangelista da Silva, apelidada por Aía, estão entre as mulheres mais...

A arte vista no lixo

Objetos considerados inúteis e que terminam virando lixo para muita gente podem ser reaproveitados e transformados em obra de arte. A coleta seletiva tem um papel muito importante para o meio ambiente, pois através dela se recupera matérias-primas jogadas na natureza, mas nem todas as cidades dispõem desse recurso, é o caso de são Félix. Isaias Freitas e a Unidade de Atenção Psicossocial (UNAPSI) tiveram ideias interessantes para reaproveitar vários desses materiais jogados no lixo. Veja no vídeo: Produzido por: Valdelice Santos, Juliana Rezende e Leomir Santana

Artesanato que está em moda

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A casa da Cultura de São Félix, Américo Simas, em comemoração aos 127 anos, está com uma exposição de arte em fuxico, feito por artesãs locais, aberta no 13 e vai até 21 de outubro. Trabalhos de Edna Macedo, Gilma Borges, Teresinha de Jesus e Ednéia Nascimento, mostram que essa arte secular pode ser sempre atualizada com o uso da criatividade e de novas ideias. O fuxico é uma arte feita com retalhos de panos, que pode se produzir capa de almofadas, colchas, roupas, tapetes, bolsas, toalhas de mesa e outros itens para a casa e vestuário. A arte é muito simples e com investimento baixíssimo, só é necessário criatividade, resto de tecido, um molde redondo, tesoura, agulha e linha. Além de gerar renda para o núcleo familiar, o fuxico serve para se livrar do stress do dia-a-dia e trabalhar questões como auto-estima, saúde física e direitos sociais. A arte é composta especialmente pela união de pequenos pedaços de tecido, os quais, dobrados e costurados, dão um formato de flore...